Virgem Maria morreu e está no Céu?

“A Bíblia fala alguma coisa sobre isso?”

No século II, os cristãos rezavam pelos seus falecidos, e no século V a Igreja já dedicava um dia do ano para rezar para todos os mortos que ninguém rezava ou nem eram lembrados. Desde o século XI a Igreja Católica levou as comunidades a dedicarem um dia aos mortos, e dois anos depois foi estabelecido que o dia a ser comemorado seria dia 2 de novembro. Agora, quem está vivo pode responder: Maria e todos que morreram estão no Céu, inferno ou purgatório?

“E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa” (João 19:25-27).

O fato de Jesus ter confiado Maria aos cuidados do discípulo amado (João), é uma forte evidência de que ela permanecera em nosso mundo. Analisemos outro texto bíblico:

“Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos. E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles e lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir. Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado Olival, que dista daquela cidade tanto como a jornada de um sábado. Quando ali entraram, subiram para o cenáculo onde se reuniam Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago. Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele” (Atos 1:9-14).

Neste relato de Atos obtemos a confirmação de que após a ascensão de Jesus ao céu, Maria permaneceu na terra. É dito que após Cristo ter subido aos céus, “Maria perseverava em oração com os demais apóstolos e irmãos” (verso 14). As únicas pessoas mencionadas nas Escrituras como tendo sido arrebatadas ao céu em vida (não por ocasião da morte como ensinam alguns) foram Enoque (Gênesis 5:24; Hebreus 11:5) e Elias (2 Reis 2:9-12). Moisés morreu, foi sepultado, mas depois Deus o ressuscitou e o levou para o Céu (Deuteronômio 34:6 e Judas 9). Após a ascensão de Jesus, conforme lemos o relato acima, Maria perseverava em oração em Jerusalém com os demais cristãos. Portanto, ela não ascendeu ao Céu.

Cremos que Maria hoje está dormindo em Cristo, até aquele dia em que o Senhor voltará para ressuscitá-la e levá-la para o Céu juntamente com os demais justos (1 Tessalonicenses 4:13-16; 1 Coríntios 15:23; Hebreus 11:39-40).

Alguns dizem: “mas Deus poderia ter levado Maria ao céu em vida sem mencionar isto na Bíblia”. Realmente, poderia se quisesse; mas se tal tivesse acontecido, como poderia ser provado? Não há base alguma para supormos isto. Um mistério de Deus não pode ser descoberto: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Deuteronômio 29:29). Desta forma, se Maria tivesse sido arrebatada (o que não aconteceu de acordo com a Bíblia), ser humano algum saberia.

Lembremos que um dos passos iniciais no desenvolvimento de uma heresia é conjeturar1 acerca de fatos não revelados; nestes casos, o silêncio é eloquência. Maria deixou-nos um importante ensino, se o cumprirmos, seremos verdadeiramente felizes: “Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo o que ele vos disser” (João 2:5).

Ela disse que as pessoas devem fazer tudo o que Ele – Jesus Cristo mandar. Obedeça a Jesus e muitas bênçãos você receberá. Para descobrir o que Jesus quer de sua vida, basta ir às Escrituras (João 5:39). Nelas você encontrará o caminho a seguir. Só Jesus Salva! Creia nisso e seja feliz!


1 Conjecturar: Julgar por conjetura; supor; presumir; prever.  Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa Ilustrado. RRP Editorial Ltda, 1977: 1º Volume, 12. ed., p. 314.