Objetivos do Espírito Santo

“O crente sem o Espírito Santo nada realiza. O Espírito Santo nos “convence” do pecado, isto é, faz-nos senti-lo, então nossas naturezas (carnal e espiritual) entram em luta; quem prevalecer, reinará.” 

“Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo”. (João 16:8). É através da atuação do Espírito Santo que o homem reconhece seu pecado e o abandona, para tornar-se morada deste santo Ser (1 Coríntios 3:16 e 17).

O ladrão via de regra, só assalta às escondidas. E por que age assim? Porque sabe que o que ele faz é errado. E quem o leva a reconhecer isso? O Espírito Santo.

Da mesma maneira, longe da civilização, sem contato com o homem branco, um índio em sua aldeia, quando rouba uma flecha de seu companheiro, o faz também às escondidas. E por que o índio age assim? É porque ele sente que não é certo este ato. E quem leva o índio sentir ou saber que o que faz é errado? É o Espírito Santo que atua em todos corações, e no dele também.

Já não lhe aconteceu alguma vez ter a impressão de haver cometido alguma coisa errada, vindo a sua consciência a doer, produzindo-lhe profundo pesar e tristeza? Isso é a operação diária do Espírito Santo! A influência atuante do Espírito Santo se tornará maior ou menor no coração humano, dependendo da maneira como o homem agir. Se não recusar Seus apelos e atuação, progredirá e se tornará “cheio” do Espírito, e um vaso de benção; recusando, poderá incorrer no pecado imperdoável, e se perderá (Mateus 12:31 e 32).

A atuação do Espírito na vida do crente é tão essencial quanto o azeite o é na lamparina. Por isso, há suprema necessidade de se encher do Espírito, não só uma vez, mas diariamente, constantemente, para testemunhar e brilhar para o Senhor Jesus. O crente sem o Espírito Santo nada realiza. O Espírito Santo nos “convence” do pecado, isto é, faz-nos senti-lo, então nossas naturezas (carnal e espiritual) entram em luta; quem prevalecer, reinará.

Paulo, refere-se a esta guerra em Romanos 7:20: “Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim”. Da mesma sorte, o coração humano deve estar constantemente sendo habitado pelo Espírito Santo. Sua influência santificadora deve ser uma constante em nosso viver, a fim de se evitar uma catástrofe espiritual. “O vento sopra” (João 3:8), “não o vemos, mas ouvimos sua voz” e os resultados de sua atuação. Da mesma forma, a atuação silenciosa do Espírito Santo no coração humano é traduzida na vida do cristão, que produz frutos do Espírito normalmente (Gálatas 5:22).

Como as árvores dão seus frutos porque foram criadas para dá-los, da mesma forma o cristão repleto do Espírito produzirá gestos e atitudes que lhes são próprios. É fácil saber se o Espírito Santo habita uma pessoa, ou se apenas a convence do pecado. Paulo dá a pista: São os frutos do Espírito (Gálatas 5:22) e os frutos da carne (Gálatas 5:19 a 21). Portanto uma maneira simples, correta e segura de saber se uma pessoa é batizada com o Espírito Santo, não é se ela fala “línguas estranhas”, e sim pelos seus frutos (Mateus 7:16 e 21).

Ser batizado com o Espírito é viver em harmonia, em alegria com este Ser. É ser semelhante aos discípulos da primeira Igreja Cristã (Atos 2:42 a 47). É viver em perfeita união, livre de todo sentimento de supremacia, egoísmo, cólera, ira, ódio, amando-se mutuamente e todos a Deus. Ser batizado no Espírito Santo é compadecer-se do pobre, socorrer os órfãos e viúvas nas suas necessidades, ajudar o irmão carente, auxiliar o necessitado. Estas são as maiores provas do cristão batizado com o Espírito Santo. Estes são de fato os frutos de uma vida santificada, lavada, banhada, batizada com o Espírito Santo, que vive, sobretudo, de conformidade com os mandamentos da Sua santa lei.

Tal cristão está plenamente apto para ser agraciado pelo Senhor e de receber a “chuva serôdia”, isto é, a plenitude do Espírito Santo, para a conclusão da obra do evangelho no planeta Terra.

Por que o Senhor escolheu fazer de uma pomba o símbolo do Espírito Santo (Lucas 3:21 e 22)? A pomba como este Ser divino, é meiga, sublime, suave, macia, calma e tranquila.

Por isso, o Espírito de Deus só atua assim: no silêncio absoluto (Habacuque 2:20); sem confusão (1 Coríntios 14:33); com decência e ordem. (1 Coríntios 14:40); com reverência. (Hebreus 12:28 e 29); sem gritaria (Efésios 4:31); e com voz mansa e delicada (I Reis 19:11 e 12).

Andar no Espírito Santo só será possível àquele que constantemente está se alimentando do Pão da Vida, as Escrituras Sagradas. Quanto mais se conhece a Bíblia, mais fácil será andar no Espírito. De fato, “aquele que abre as Escrituras Sagradas, e se alimenta do maná celestial torna-se participante da natureza divina” (E. G. White, Review And Herald, 28 de junho de 1892).

“O arrependimento é um dos primeiros frutos da graça salvadora. Nosso grande Mestre, em Suas lições ao homem caído, apresenta o poder vivificador de Sua graça, declarando que por meio dessa graça homens e mulheres podem viver uma nova vida de santidade e pureza. Aquele que vive essa vida põe em prática os princípios do reino do Céu. Ensinado por Deus, ele conduz outros ao caminho reto. Não conduzirá o que manqueja a caminhos de incerteza. A operação do Espírito Santo em sua vida mostra que ele é um participante da natureza divina. Toda alma assim trabalhada pelo Espírito de Cristo, recebe abundante suprimento de generosa graça que, ao contemplar suas obras, o mundo incrédulo reconhece que ele é controlado e sustentado pelo poder divino, sendo levado a glorificar a Deus” (A Maravilhosa Graça de Deus, pág. 136).

Pessoas há que, não obstante todos os afáveis convites de Cristo, continuam a revelar incredulidade em sua vida. Deus diz a tais pessoas: ‘Até quando, ó inexperientes, amareis a vossa inexperiência?… Atentai para a Minha repreensão; eis que derramarei copiosamente para vós outros o Meu Espírito e vos farei saber as Minhas palavras’ (Provérbios 1:22, 23)” (Sings of the Times, 28 de Junho de 1905).

“O arrependimento do pecado é o primeiro efeito da atuação do Espírito Santo na vida. É o único processo pela qual a infinita pureza reflete a imagem de Cristo em Seus súditos redimidos. Em Cristo habita toda a plenitude. A ciência que não está em harmonia com ele não tem valor. Ele nos ensina a considerar todas as coisas como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus nosso Senhor. Este conhecimento é a ciência mais elevada que qualquer homem pode obter” (The SDA Biblie Commentary, vol. 6, pág. 1.068). – Adaptação de “E Recebereis Poder”, 1.ª ed. Casa Publicadora Brasileira, 1999, pág. 70.

Fonte: Biblia.com.br