O que a Bíblia diz sobre o celibato?

“Segundo o conceito bíblico, é o estado de quem não é casado e se abstém de qualquer prática sexual. É uma decisão voluntária e que não pode ser imposta por ninguém, nem pela igreja.”

Celibato é o estado ou condição de celibatário, de pessoa solteira. Segundo o conceito bíblico, é o estado de quem não é casado e se abstém de qualquer prática sexual. É uma decisão voluntária e que não pode ser imposta por ninguém, nem pela igreja. Os que optam pelo celibato assim o fazem por possuírem esse dom e pelo “amor ao Reino dos céus” (Mateus 19:10-12).

Não existe nenhuma oposição para aquele que deseja viver como celibatário. De acordo com a Bíblia, celibato e casamento são dons de Deus. Paulo, escrevendo aos coríntios, esclarece:

“Digo isto, porém, como que por concessão e não por mandamento. Contudo queria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um deste modo, e outro daquele” (1 Coríntios 7:6-7).

Mais adiante o apóstolo escreveu:

“Isto, porém, vos digo, irmãos, que o tempo se abrevia [e também se abreviam as nossas oportunidades para servir ao Senhor]; pelo que, doravante, os que têm mulher sejam como se não a tivessem; os que choram, como se não chorassem; os que folgam, como se não folgassem; os que compram, como se não possuíssem; e os que usam deste mundo, como se dele não usassem em absoluto, porque a aparência deste mundo passa” (1 Coríntios 7:29-31).

O que Paulo está argumentando nesse texto é que o cristão, independentemente de sua condição pessoal e familiar, deve estar sempre pronto para se encontrar com Deus. Tendo em vista o pouco tempo disponível para se preparar para a eternidade, que, na melhor das hipóteses, é o curto período da vida, os cristãos não se prenderão aos vínculos e posses terrenos. Não permitirão que nada, nem mesmo os laços familiares, interfira na determinação de estar pronto para o Céu. Em outras palavras, os cuidados, responsabilidades e prazeres do matrimônio não podem desviá-los do maior objetivo da vida: constante comunhão com o Senhor e preparação para a Sua vinda. Este versículo enfatiza que, sob qualquer circunstância, o amor a Deus e a obediência a seus mandamentos devem ter prioridade na vida do cristão (Mateus 22:37, 38).

Outro ponto a se destacar é que em tempos de crise ou emergência, como a perseguição do império romano aos que criam em Cristo, no primeiro século, seria aconselhável estar “livres de preocupações” (1 Coríntios 7:32). O homem casado tende a ter mais responsabilidades materiais do que o solteiro. Porém, isso não significa necessariamente que ele não possa se entregar ao Senhor de forma plena tanto quanto o solteiro o poderia fazer. Na verdade, quando ambos no matrimônio se dedicam a Deus de forma plena, o resultado será mais devoção espiritual.

Então, nesse contexto de perseguição do primeiro século Paulo orienta os cristãos a evitarem sofrimento desnecessário, mas caso não tivessem autocontrole, “por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1 Coríntios 7:2). Aos solteiros ele escreveu: “Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado” (1 Coríntios 7:9).

Sendo assim, concluímos que o celibato bíblico é uma opção voluntária por parte de alguém que deseja viver em estado ou condição de solteiro abstendo-se de qualquer prática sexual. É um dom de Deus concedido a alguns, e por isso não pode ser imposto por ninguém.

Fonte: Biblia.com.br