Criação de pássaros em gaiolas

“Conquanto a Bíblia não informe acerca do criar pássaros em gaiolas, apresenta-nos princípios claros que contrariam tal procedimento, eis alguns deles:”

Por Leandro Quadros

Conquanto a Bíblia não informe acerca do criar pássaros em gaiolas, apresenta-nos princípios claros que contrariam tal procedimento, eis alguns deles:

1) Deus fez os pássaros para voarem e não para serem presos: “Disse também Deus: Povoem-se as águas de enxames de seres viventes; e voem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus” (Gênesis 1:20). Ao terminar Sua criação perfeita o Senhor disse que os animais deveriam “voar sobre a terra e sob o firmamento dos Céus” e isto indica-nos que o ato de prender bichinhos surgiu após o pecado.

2) Deus zela pelo bem estar dos animais, inclusive os pequeninos:

“Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento…” (Êxdo 23:12).

“Não atarás a boca ao boi quando debulha.” (Deuteronômio 25:4).

“O jumento que é de teu irmão ou o seu boi não verás caído no caminho e a eles te furtarás; sem falta o ajudarás a levantá-lo” (Deuteronômio 22:4).

“Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai” (Mateus 10:29).

“Quando nascer o boi, ou cordeiro, ou cabra, sete dias estará com a mãe; do oitavo dia em diante, será aceito por oferta queimada ao SENHOR” (Levítico 22:27).

“Quando encontrares pelo caminho um ninho de ave numa árvore, ou no chão, com passarinhos, ou ovos, e a mãe posta sobre os passarinhos, ou sobre os ovos, não tomarás a mãe com os filhotes;
Deixarás ir livremente a mãe, e os filhotes tomarás para ti; para que te vá bem e para que prolongues os teus dias” (Deuteronômio 22:6, 7).

Vemos quão solícito é o Senhor pelos animais. Neste texto de Deuteronômio 22:6-7 ele está falando provavelmente de animais limpos que serviriam para a alimentação: mesmo que alguém do povo quisesse pegar estes filhotes para usá-los como alimento, deveria soltar a mãe de modo a preservar a espécie.

3) Os justos interessam-se pela vida animais: “O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel” (Provérbios 12:10). Todo o ser humano benévolo irá preocupar-se com o bem estar e felicidade dos animais por saber que são propriedades exclusivas de Deus e que foram criados para ser companheiros do ser humano, e que, apesar de não ser racionais, tais criaturas sofrem quando são maltratadas ou têm sua liberdade tirada.

Porém, há ocasiões em que se torna necessária a preservação de alguns animais em gaiolas (por certo tempo) a fim de que ecologistas (entre outros profissionais) possam verificar ou tratar alguma enfermidade ou prestar outros tipos de cuidados a uma espécie em extinção, longe de ser uma atitude errada, é algo louvável e que agrada a Deus. Infelizmente, há pessoas que judiam dos animais. Estes terão de dar contas a Deus no dia do juízo de “todas as suas obras” (Eclesiastes 12:13-14; Romanos 14:12; 2 Coríntios 5:10).

Fonte: Biblia.com.br