Como Deus quer que tratemos os nossos inimigos?

“Seria correto tratar os inimigos como eles merecem ser tratados? E quando eles sofrem, deveríamos nos alegrar com isso? O que a Bíblia ensina sobre como devemos tratar os nossos inimigos?”

Jesus declarou: “Mas a vós que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, bendizei aos que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam. Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, não lhe negues também a túnica. Dá a todo o que te pedir; e ao que tomar o que é teu, não lho reclames. Assim como quereis que os homens vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também. Se amardes aos que vos amam, que mérito há nisso? Pois também os pecadores amam aos que os amam. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que mérito há nisso? Também os pecadores fazem o mesmo. E se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito há nisso? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. Amai, porém a vossos inimigos, fazei bem e emprestai, nunca desanimado; e grande será a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os integrantes e maus. Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso” (Lucas 6:27-36).

Se o seu inimigo tiver problemas em sua vida pessoal ou familiar, não se alegre com isso, conforme Deus nos orienta em Sua Palavra: “Quando cair o teu inimigo, não te alegres, e quando tropeçar, não se regozije o teu coração; para que o Senhor não o veja, e isso seja mau aos seus olhos, e desvie dele, a sua ira”  (Provérbios 24:17-18). Infelizmente “faz parte ela natureza humana se alegrar quando um inimigo tem problemas. Podemos tentar disfarçar a satisfação pecaminosa por sua aflição, professando sentir o prazer justo pela justiça feita; mas os sentimentos interiores são contrários ao exemplo e aos ensinos de Jesus, que morreu por um mundo de inimigos (Romanos 5:8-10). Devemos mostrar amor pela humanidade perdida que Ele busca salvar, não destruir, e, como Ele, nos entristecer com o destino daqueles que escolheram se opor ao que é certo (ver Ezequiel 33:11; Oséias 11:8; Lucas 19:41, 42).”1

Jesus possuía uma incrível habilidade de surpreender as pessoas de forma muito positiva, e posteriormente Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, fornece-nos uma preciosa instrução: “Antes, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça” (Romanos 12:20). Em outras palavras ele terá vergonha do que fez.

Se você estiver cercado de inimigos, busque a Deus em oração, recorra às preciosas instruções divinas de Sua Palavra, pois através desses meios o Espírito Santo impressionará o seu coração concedendo-lhe sabedoria divina, paz e confiança de que Deus estará sempre ao seu lado. Desse modo você poderá dizer como Davi: “O SENHOR é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte” (Salmos 18:2).

Fonte: Biblia.com.br

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Referência:

1 Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, vol. 3, p. 1162).