Base teológica para o dízimo: sumário e conclusão

˜Você já pensou que devolver o dízimo é um ato de adoração?˜

(..) como o dízimo é santo, torna-se uma prova de lealdade para cada pessoa. É uma prova porque estabelece limites à nossa liberdade e chama a atenção para nossa dependência de Deus.

Podemos facilmente concluir que o dízimo é o testemunho da relação de confiança e amor estabelecida com nosso Senhor e Salvador. Isto é provavelmente a razão porque pessoas, na Bíblia, pararam de dizimar quando sua relação com Deus era quebrada pela apostasia.”16

É importante ter consciência de que o dinheiro devolvido como dízimo não é para o pastor, ancião, sacerdote, mas para Deus. O Senhor deseja que você seja fiel a Ele, não por necessidade dEle, mas por que o ama; o amor deve motivar-lhe à fidelidade.

Devolver o dízimo é um ato de adoração.

“Mesmo antes que o dízimo pudesse ser reservado, tinha havido já um reconhecimento dos direitos de Deus. Aquilo que em primeiro lugar amadurecia dentre todos os produtos da terra, era-Lhe consagrado. A primeira lã, quando as ovelhas eram tosquiadas; o primeiro trigo quando este era trilhado, o primeiro óleo e o primeiro vinho, eram separados para Deus. Assim também o eram os primogênitos de todos os animais; e pagava-se um resgate pelo filho primogênito. As primícias deviam ser apresentadas diante do Senhor no santuário, e eram então dedicadas ao uso dos sacerdotes.

Assim, lembrava-se constantemente ao povo que Deus era o verdadeiro proprietário de seus campos, rebanhos e gado; que Ele lhes enviava a luz do Sol e a chuva para a semeadura e a ceifa, e que tudo que possuíam era de Sua criação, e Ele os fizera mordomos de Seus bens.

Reunindo-se no tabernáculo os homens de Israel, carregados com as primícias do campo, dos pomares e dos vinhedos, fazia-se um reconhecimento público da bondade de Deus. Quando o sacerdote aceitava o donativo, o ofertante, falando como que na presença de Jeová, dizia: “Siro [Arameu] miserável foi meu pai” (Deuteronômio 26:5); e descrevia a permanência no Egito, e a aflição de que Deus livrara Israel “com braço estendido, e com grande espanto, e com sinais, e com milagres.” E dizia: “E nos trouxe a este lugar, e nos deu esta terra, terra que mana leite e mel. E eis que agora eu trouxe as primícias dos frutos da terra que Tu, ó Senhor, me deste” (Deuteronômio 26:5, 8-11).

As contribuições exigidas dos hebreus para fins religiosos e caritativos, montavam a uma quarta parte completa de suas rendas. Uma taxa tão pesada sobre os recursos do povo poder-se-ia esperar que os reduzisse à pobreza; mas, ao contrário, a fiel observância destes estatutos era uma das condições de sua prosperidade. Sob a condição de sua obediência, Deus lhes fez esta promessa: “Por causa de vós repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide no campo vos não será estéril. … E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos exércitos” (Malaquias 3:11 e 12).17

“Então Jesus lhes disse: “Dêem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. E ficaram admirados com ele” (Marcos 12:17). “A moeda tinha a imagem de César gravada, e, por conseguinte pertencia a César. O homem leva sobre ele a imagem de Deus – Deus o criou à sua imagem (Gênesis 1:26-27) – e portanto pertence a Deus. A conclusão inevitável é que, se o Estado permanece dentro de seus próprios limites e faz as demandas que lhe são próprias, o indivíduo deve lhe dar sua lealdade e seu serviço, mas em última análise tanto o Estado como o homem pertencem a Deus e, portanto, em um conflito entre as pretensões do Estado e Deus, a lealdade a Deus é a primeira.”18

Fonte: Biblia.com.br

_______________

16 Angel M. Rodriguez, Teologia dos Dízimos e Ofertas, p. 65-67.

17 Patriarcas e Profetas, p. 527.

18 Comentário Bíblico William Barclay – Marcos, p. 285.