Base teológica para o dízimo: Amós 4:4 Dízimos

˜Amós disse que o dízimo perde o seu significado quando não acompanhado por uma experiência religiosa que produza um impacto maior no comportamento social da pessoa e preocupação com os outros. Uma vida religiosa formal e o legalismo roubam ao dízimo o seu significado intrínseco.˜

O dízimo é baseado em convicção teológica8

O dízimo pertence ao Senhor e, portanto, é santo. Não se torna santo através de um voto ou ato de consagração. É simplesmente santo por sua natureza; pertence ao Senhor. Ninguém, a não ser Deus, tem direito a ele. Ninguém pode consagrá-lo ao Senhor porque não faz parte dos bens da pessoa. Em certo sentido, o dízimo assemelha-se ao sábado. Ambos são santos ao Senhor (Qodesh la Yahweh; Êxodo 16:23; Levítico 27:30). Deus os revestiu de santidade e isto é parte de sua natureza. Ambos podem se tornar uma prova de lealdade ao Senhor e ao concerto, porque o Senhor os colocou a nossa disposição, apesar de nenhum deles pertencer-nos. Podemos tirar-lhes a qualidade de sagrado, usando-os de maneira profana.

O dízimo baseia-se no aumento de bens: (…) Dizimar era o reconhecimento da parte de Israel de que tudo vinha do Senhor ou Lhe pertencia. Esse reconhecimento estava na base do concerto. Dizimar tornara-se um testemunho constante do concerto e da lealdade do povo à aliança.

Amós 4:49

Havia dois centros de culto no reino do norte – um em Betel e o outro em Gilgal. Sem dúvida, eram centros de idolatria, mas em seus sermões, o ataque principal de Amós era contra o pecado de formalismo religioso – a execução de atos religiosos que não produziam impacto prático na vida do indivíduo. O povo e seus líderes tinham separado a religião da moralidade e da justiça.

Amós descreveu o zelo religioso do povo como pecaminoso, e com sarcasmo o convidou a continuar realizando seus rituais para que aumentasse sua pecaminosidade: “Ide a Betel e pecai; ide a Gilgal e pecai ainda mais. Trazei vosso sacrifício cada manhã, vosso dízimo a cada três dias.” (…)
Religião sem ética, moralidade e justiça é um ato de rebelião contra o Senhor. A “substituição do exercício de justiça para com os oprimidos pelas ofertas de culto” é um ato pecaminoso. (…)

Amós disse que o dízimo perde o seu significado quando não acompanhado por uma experiência religiosa que produza um impacto maior no comportamento social da pessoa e preocupação com os outros. Uma vida religiosa formal e o legalismo roubam ao dízimo o seu significado intrínseco.

Fonte: Biblia.com.br

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8 Angel M. Rodriguez, Teologia dos Dízimos e Ofertas, p. 54.

9 Idem, p. 60.