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> O que é a Igreja Adventista do Sétimo
Dia? (IASD)
Crenças fundamentais dos adventistas do sétimo dia Fonte: Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia – Revisado em 1995 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996), pp. 7-17. > 01. As Escrituras Sagradas Os adventistas do sétimo dia aceitam a Bíblia como seu único credo e mantêm certas crenças fundamentais como sendo o ensino das Escrituras Sagradas. Estas crenças, da maneira em que são apresentadas aqui, constituem a compreensão e a expressão do ensino das Escrituras por parte da Igreja. Podem ser esperadas revisões destas declarações numa assembléia da Associação Geral, quando a Igreja é levada pelo Espírito Santo a uma compreensão mais completa da verdade bíblica ou encontra melhor linguagem para expressar os ensinos da Santa Palavra de Deus.
01.
As Escrituras Sagradas As
Escrituras Sagradas, o Antigo e Novo Testamentos, são a Palavra
de Deus escrita, dada por inspiração divina, através
de santos homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo
Espírito Santo. Nesta Palavra, Deus transmitiu ao homem o conhecimento
necessário para a salvação. As Escrituras Sagradas
são a infalível revelação de Sua vontade.
Constituem o padrão do caráter, a prova da experiência,
o autorizado revelador de doutrinas e o registro fidedigno dos atos
de Deus na História. (II Pedro 1:20 e 21; II Tim. 3:16 e 17;
Sal. 119:105; Prov. 30:5 e 6; Isa. 8:20; João 17:17; I Tess.
2:13; Heb. 4:12.)
02. A Trindade Há
um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de
três Pessoas co-eternas. Deus é imortal, onipotente, onisciente,
acima de tudo e sempre presente. Ele é infinito e está
além da compreensão humana, mas é conhecido por
meio de Sua auto-revelação. É para sempre digno
de culto, adoração e serviço por parte de toda
a criação. (Deut. 6:4; Mat. 28:19; II Cor. 13:13; Efés.
4:4-6; I Pedro 1:2; I Tim. 1:17; Apoc. 14:7.)
03. O Pai Deus,
o Eterno Pai, é o Criador, o Originador, o Mantenedor e o Soberano
de toda a criação. Ele é justo e santo, compassivo
e clemente, tardio em irar-Se, e grande em constante amor e fidelidade.
As qualidades e os poderes manifestados no Filho e no Espírito
Santo também constituem revelações do Pai. (Gên.
1:1; Apoc. 4:11; I Cor. 15:28; João 3:16; I João 4:8;
I Tim. 1:17; Êxo. 34:6 e 7; João 14:9.)
04. O Filho Deus,
o Filho Eterno, encarnou-Se em Jesus Cristo. Por meio dEle foram criadas
todas as coisas, é revelado o caráter de Deus, efetuada
a salvação da humanidade, e julgado o mundo. Sendo para
sempre verdadeiramente Deus, Ele tornou-Se também verdadeiramente
homem, Jesus, o Cristo. Foi concebido do Espírito Santo e nasceu
da virgem Maria. Viveu, e experimentou a tentação como
ser humano, mas exemplificou perfeitamente a justiça e o amor
de Deus. Por Seus milagres manifestou o poder de Deus e atestou que
era o Messias prometido por Deus. Sofreu e morreu voluntariamente na
cruz por nossos pecados e em nosso lugar, foi ressuscitado dentre os
mortos e ascendeu para ministrar em nosso favor no santuário
celestial. Virá outra vez, em glória, para o livramento
final de Seu povo e a restauração de todas as coisas.
(João 1:1-3 e 14; Col. 1:15-19; João 10:30; 14:9; Rom.
6:23; II Cor. 5:17-19; João 5:22; Lucas 1:35; Filip. 2:5-11;
Heb. 2:9-18; I Cor. 15:3 e 4; Heb. 8:1 e 2; João 14:1-3.)
05. O Espírito Santo Deus,
o Espírito Eterno, desempenhou uma parte ativa com o Pai e o
Filho na Criação, Encarnação e Redenção.
Inspirou os escritores das Escrituras. Encheu de poder a vida de Cristo.
Atrai e convence os seres humanos; e os que se mostram sensíveis
são por Ele renovados e transformados à imagem de Deus.
Enviado pelo Pai e pelo Filho para estar sempre com Seus filhos, Ele
concede dons espirituais à Igreja, a habilita a dar testemunho
de Cristo e, em harmonia com as Escrituras, guia-a em toda a verdade.
(Gên. 1:1 e 2; Lucas 1:35; 4:18; Atos 10:38; II Pedro 1:21; II
Cor. 3:18; Efés. 4:11 e 12; Atos 1:8; João 14:16-18 e
26; 15:26 e 27; 16:7-13.)
06. A Criação Deus
é o Criador de todas as coisas e revelou nas Escrituras o relato
autêntico de Sua atividade criadora. "Em seis dias fez o
Senhor os céus e a Terra" e tudo que tem vida sobre a Terra,
e descansou no sétimo dia dessa primeira semana. Assim Ele estabeleceu
o sábado como perpétuo monumento comemorativo de Sua esmerada
obra criadora. O primeiro homem e a primeira mulher foram formados à
imagem de Deus como obra-prima da Criação, foi-lhes dado
domínio sobre o mundo e atribuiu-se-lhes a responsabilidade de
cuidar dele. Quando o mundo foi concluído, ele era "muito
bom", proclamando a glória de Deus. (Gên. 1; 2; Êxo.
20:8-11; Sal. 19:1-6; 33:6 e 9; 104; Heb. 11:3.)
07. A Natureza do Homem O
homem e a mulher foram formados à imagem de Deus, com individualidade,
poder e liberdade de pensar e agir. Conquanto tenham sido criados como
seres livres, cada um é uma unidade indivisível de corpo,
mente e espírito, e dependente de Deus quanto à vida,
respiração e tudo o mais. Quando nossos primeiros pais
desobedeceram a Deus, eles negaram sua dependência dEle e caíram
de sua elevada posição abaixo de Deus. A imagem de Deus,
neles, foi desfigurada, e tornaram-se sujeitos à morte. Seus
descendentes partilham dessa natureza caída e de suas conseqüências.
Eles nascem com fraquezas e tendências para o mal. Mas Deus, em
Cristo, reconciliou consigo o mundo e por meio de Seu Espírito
restaura nos mortais penitentes a imagem de seu Criador. Criados para
a glória de Deus, eles são chamados para amá-Lo
e uns aos outros, e para cuidar de seu ambiente. (Gên. 1:26-28;
2:7; Sal. 8:4-8; Atos 17:24-28; Gên. 3; Sal. 51:5; Rom. 5:12-17;
II Cor. 5:19 e 20; Sal. 51:10; I João 4:7, 8, 11 e 20; Gên.
2:15.)
08. O Grande Conflito Toda
a humanidade está agora envolvida num grande conflito entre Cristo
e Satanás, quanto ao caráter de Deus, Sua lei e Sua soberania
sobre o Universo. Este conflito originou-se no Céu quando um
ser criado, dotado de liberdade de escolha, por exaltação
própria tornou-se Satanás, o adversário de Deus,
e conduziu à rebelião uma parte dos anjos. Ele introduziu
o espírito de rebelião neste mundo, ao induzir Adão
e Eva em pecado. Este pecado humano resultou na deformação
da imagem de Deus na humanidade, no transtorno do mundo criado e em
sua conseqüente devastação por ocasião do
dilúvio mundial. Observado por toda a criação,
este mundo tornou-se o palco do conflito universal, dentro do qual será
finalmente vindicado o Deus de amor. Para ajudar Seu povo nesse conflito,
Cristo envia o Espírito Santo e os anjos leais, para os guiar,
proteger e amparar no caminho da salvação. (Apoc. 12:4-9;
Isa. 14:12-14; Ezeq. 28:12-18; Gên. 3; Rom. 1:19-32; 5:12-21;
8:19-22; Gên. 6-8; II Pedro 3:6; I Cor. 4:9; Heb. 1:14.)
09. A Vida, a Morte e a Ressurreição de Cristo Na
vida de Cristo, de perfeita obediência à vontade de Deus,
e em Seu sofrimento, morte e ressurreição, Deus proveu
o único meio de expiação do pecado humano, de modo
que os que aceitam esta expiação pela fé possam
ter vida eterna, e toda a criação compreenda melhor o
infinito e santo amor do Criador. Esta expiação perfeita
vindica a justiça da lei de Deus e a benignidade de Seu caráter;
pois ela não somente condena o nosso pecado, mas também
garante o nosso perdão. A morte de Cristo é substituinte
e expiatória, reconciliadora e transformadora. A ressurreição
de Cristo proclama a vitória de Deus sobre as forças do
mal, e assegura a vitória final sobre o pecado e a morte para
os que aceitam a expiação. Ela declara a soberania de
Jesus Cristo, diante do qual se dobrará todo joelho, no Céu
e na Terra. (João 3:16; Isa. 53; I Pedro 2:21 e 22; I Cor. 15:3,
4 e 20-22; II Cor. 5:14, 15 e 19-21; Rom. 1:4; 3:25; 4:25; 8:3 e 4;
I João 2:2; 4:10; Col. 2:15; Filip. 2:6-11.)
10. A Experiência da Salvação Em
infinito amor e misericórdia, Deus fez com que Cristo, que não
conheceu pecado, Se tornasse pecado por nós, para que nEle fôssemos
feitos justiça de Deus. Guiados pelo Espírito Santo, sentimos
nossa necessidade, reconhecemos nossa pecaminosidade, arrependemo-nos
de nossas transgressões e temos fé em Jesus como Senhor
e Cristo, como Substituto e Exemplo. Esta fé que aceita a salvação
advém do divino poder da Palavra e é o dom da graça
de Deus. Por meio de Cristo, somos justificados, adotados como filhos
e filhas de Deus, e libertados do domínio do pecado. Por meio
do Espírito, nascemos de novo e somos santificados; o Espírito
renova nossa mente, escreve a lei de Deus, a lei de amor, em nosso coração,
e recebemos o poder para levar uma vida santa. Permanecendo nEle, tornamo-nos
participantes da natureza divina e temos a certeza de salvação
agora e no Juízo. (II Cor. 5:17-21; João 3:16; Gál.
1:4; 4:4-7; Tito 3:3-7; João 16:8; Gál. 3:13 e 14; I Pedro
2:21 e 22; Rom. 10:17; Lucas 17:5; Mar. 9:23 e 24; Efés. 2:5-10;
Rom. 3:21-26; Col. 1:13 e 14; Rom. 8:14-17; Gál. 3:26; João
3:3-8; I Pedro 1:23; Rom. 12:2; Heb. 8:7-12; Ezeq. 36:25-27; II Pedro
1:3 e 4; Rom. 8:1-4; 5:6-10.)
11. A Igreja A
Igreja é a comunidade de crentes que confessam a Jesus Cristo
como Senhor e Salvador. Em continuidade do povo de Deus nos tempos do
Antigo Testamento, somos chamados para fora do mundo; e nos unimos para
prestar culto, para comunhão, para instrução na
Palavra, para a celebração da Ceia do Senhor, para serviço
a toda a humanidade, e para a proclamação mundial do evangelho.
A Igreja recebe sua autoridade de Cristo, o qual é a Palavra
encarnada, e das Escrituras, que são a Palavra escrita. A Igreja
é a família de Deus; adotados por Ele como filhos, seus
membros vivem com base no novo concerto. A Igreja é o corpo de
Cristo, uma comunidade de fé, da qual o próprio Cristo
é a Cabeça. A Igreja é a noiva pela qual Cristo
morreu para que pudesse santificá-la e purificá-la. Em
Sua volta triunfal, Ele a apresentará a Si mesmo Igreja gloriosa,
os fiéis de todos os séculos, a aquisição
de Seu sangue, sem mácula, nem ruga, porém santa e sem
defeito. (Gên. 12:3; Atos 7:38; Efés. 4:11-15; 3:8-11;
Mat. 28:19 e 20; 16:13-20; 18:18; Efés. 2:19-22; 1:22 e 23; 5:23-27;
Col. 1:17 e 18.)
12. O Remanescente e Sua Missão A
Igreja universal se compõe de todos os que verdadeiramente crêem
em Cristo; mas, nos último dias, um tempo de ampla apostasia,
um remanescente tem sido chamado para fora, a fim de guardar os mandamentos
de Deus e a fé de Jesus. Este remanescente anuncia a chegada
da hora do Juízo, proclama a salvação por meio
de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento.
Esta proclamação é simbolizada pelos três
anjos de Apocalipse 14; coincide com a obra de julgamento no Céu
e resulta numa obra de arrependimento e reforma na Terra. Todo crente
é convidado a ter uma parte pessoal neste testemunho mundial.
(Apoc. 12:17; 14:6-12; 18:1-4; II Cor. 5:10; Judas 3 e 14; I Pedro 1:16-19;
II Pedro 3:10-14; Apoc. 21:1-14.)
13. Unidade no Corpo de Cristo A
Igreja é um corpo com muitos membros, chamados de toda nação,
tribo, língua e povo. Em Cristo somos uma nova criação;
distinções de raça, cultura e nacionalidade, e
diferenças entre altos e baixos, ricos e pobres, homens e mulheres,
não devem ser motivo de dissensões entre nós. Todos
somos iguais em Cristo, o qual por um só Espírito nos
uniu numa comunhão com Ele e uns com os outros; devemos servir
e ser servidos sem parcialidade ou restrição. Mediante
a revelação de Jesus Cristo nas Escrituras, partilhamos
a mesma fé e esperança, e estendemos um só testemunho
para todos. Esta unidade encontra sua fonte na unidade do Deus triúno,
que nos adotou como Seus filhos. (Rom. 12:4 e 5; I Cor. 12:12-14; Mat.
28:19 e 20; Sal. 133:1; II Cor. 5:16 e 17; Atos 17:26 e 27; Gál.
3:27 e 29; Col. 3:10-15; Efés. 4:14-16; 4:1-6; João 17:20-23.)
14. O Batismo Pelo
batismo confessamos nossa fé na morte e ressurreição
de Jesus Cristo e atestamos nossa morte para o pecado e nosso propósito
de andar em novidade de vida. Assim reconhecemos a Cristo como Senhor
e Salvador, tornamo-nos Seu povo e somos aceitos como membros por Sua
Igreja. O batismo é um símbolo de nossa união com
Cristo, do perdão de nossos pecados e de nosso recebimento do
Espírito Santo. É por imersão na água e
depende de uma afirmação de fé em Jesus e da evidência
de arrependimento do pecado. Segue-se à instrução
nas Escrituras Sagradas e à aceitação de seus ensinos.
(Rom. 6:1-6; Col. 2:12 e 13; Atos 16:30-33; 22:16; 2:38; Mat. 28:19
e 20.)
15. A Ceia do Senhor A
Ceia do Senhor é uma participação nos emblemas
do corpo e do sangue de Jesus, como expressão de fé nEle,
nosso Senhor e Salvador. Nesta experiência de comunhão,
Cristo está presente para encontrar-Se com Seu povo e fortalecê-lo.
Participando da Ceia, proclamamos alegremente a morte do Senhor até
que Ele volte. A preparação para a Ceia envolve o exame
de consciência, o arrependimento e a confissão. O Mestre
instituiu a cerimônia do lava-pés para denotar renovada
purificação, para expressar a disposição
de servir um ao outro em humildade semelhante à de Cristo e para
unir nossos coração em amor. A Cerimônia da Comunhão
é franqueada a todos os crentes cristãos. (I Cor. 10:16
e 17; 11:23-30; Mat. 26:17-30; Apoc. 3:20; João 6:48-63; 13:1-17.)
16. Dons e Ministérios Espirituais Deus
concede a todos os membros de Sua Igreja, em todas as épocas,
dons espirituais que cada membro deve empregar em amoroso ministério
para o bem comum da Igreja e da humanidade. Outorgados pela atuação
do Espírito Santo, o qual distribui a cada membro como Lhe apraz,
os dons provêem todas as aptidões e ministérios
de que a Igreja necessita para cumprir suas funções divinamente
ordenadas. De acordo com as Escrituras, esses dons abrangem tais ministérios
como a fé, cura, profecia, proclamação, ensino,
administração, reconciliação, compaixão,
e serviço abnegado e caridade para ajuda e animação
das pessoas. Alguns membros são chamados por Deus e dotados pelo
Espírito para funções reconhecidas pela Igreja
em ministérios pastorais, evangelísticos, apostólicos
e de ensino especialmente necessários para habilitar os membros
para o ensino, edificar a Igreja com vistas à maturidade espiritual
e promover a unidade da fé e do conhecimento de Deus. Quando
os membros utilizam esses dons espirituais como fiéis despenseiros
da multiforme graça de Deus, a Igreja é protegida contra
a influência demolidora de falsas doutrinas, tem um crescimento
que provém de Deus e é edificada na fé e no amor.
(Rom. 12:4-8; I Cor. 12:9-11, 27 e 28; Efés. 4:8 e 11-16; Atos
6:1-7; I Tim. 3:1-13; I Pedro 4:10 e 11.)
17. O Dom de Profecia Um
dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este dom é
um sinal identificador da Igreja remanescente, e foi manifestado no
ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do Senhor, seus
escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade
que proporciona conforto, orientação, instrução
e correção à Igreja. Eles também tornam
claro que a Bíblia é a norma pela qual deve ser provado
todo ensino e experiência. (Joel 2:28 e 29; Atos 2:14-21; Heb.
1:1-3; Apoc. 12:17; 19:10.)
18. A Lei de Deus Os
grandes princípios da lei de Deus estão incorporados nos
Dez Mandamentos e foram exemplificados na vida de Cristo. Expressam
o amor, a vontade e os desígnios de Deus quanto à conduta
e às relações humanas, e são obrigatórios
a todas as pessoas, em todas as partes. Estes preceitos constituem a
base do concerto de Deus com Seu povo e a norma no julgamento divino.
Por meio da atuação do Espírito Santo, eles apontam
para o pecado e despertam o senso da necessidade de um Salvador. A salvação
é inteiramente pela graça, e não pelas obras, mas
seu fruto é a obediência aos Mandamentos. Esta obediência
desenvolve o caráter cristão e resulta numa sensação
de bem-estar. É uma evidência de nosso amor ao Senhor e
de nossa solicitude por nossos semelhantes. A obediência por fé
demonstra o poder de Cristo para transformar vidas, e fortalece, portanto,
o testemunho cristão. (Êxo. 20:1-17; Sal. 40:7 e 8; Mat.
22:36-40; Deut. 28:1-14; Mat. 5:17-20; Heb. 8:8-10; João 15:7-10;
Efés. 2:8-10; I João 5:3; Rom. 8:3 e 4; Sal. 19:7-14.)
19. O Sábado O
bondoso Criador, após os seis dias da Criação,
descansou no sétimo dia e instituiu o sábado para todas
as pessoas, como memorial da Criação. O quarto mandamento
da imutável lei de Deus requer a observância deste sábado
do sétimo dia como dia de descanso, adoração e
ministério, em harmonia com o ensino e a prática de Jesus,
o Senhor do sábado. O sábado é um dia de deleitosa
comunhão com Deus e uns com os outros. É um símbolo
de nossa redenção em Cristo, um sinal de nossa santificação,
uma prova de nossa lealdade e um antegozo de nosso futuro eterno no
reino de Deus. O sábado é o sinal perpétuo do eterno
concerto de Deus com Seu povo. A prazerosa observância deste tempo
sagrado duma tarde a outra tarde, do pôr-do-sol ao pôr-do
sol, é uma celebração dos atos criadores e redentores
de Deus. (Gên. 2:1-3; Êxo. 20:8-11; Lucas 4:16; Isa. 56:5
e 6; 58:13 e 14; Mat. 12:1-12; Êxo. 31:13-17; Ezeq. 20:12 e 20;
Deut. 5:12-15; Heb. 4:1-11; Lev. 23:32; Mar. 1:32.)
20. Mordomia Somos
despenseiros de Deus, responsáveis a Ele pelo uso apropriado
do tempo e das oportunidades, das capacidades e posses, e das bênçãos
da Terra e seus recursos, que Ele colocou sob o nosso cuidado. Reconhecemos
o direito de propriedade da parte de Deus por meio de fiel serviço
a Ele e a nossos semelhantes, e devolvendo os dízimos e dando
ofertas para a proclamação de Seu evangelho e para a manutenção
e o crescimento de Sua Igreja. A mordomia é um privilégio
que Deus nos concede para desenvolvimento no amor e para vitória
sobre o egoísmo e a cobiça. O mordomo se regozija nas
bênçãos que advêm aos outros como resultado
de sua fidelidade. (Gên. 1:26-28; 2:15; I Crôn. 29:14; Ageu
1:3-11; Mal. 3:8-12; I Cor. 9:9-14; Mat. 23:23; II Cor. 8:1-15; Rom.
15:26 e 27.)
21. Conduta Cristã Somos
chamados para ser um povo piedoso que pensa, sente e age de acordo com
os princípios do Céu. Para que o Espírito recrie
em nós o caráter de nosso Senhor, nós só
nos envolvemos naquelas coisas que produzirão em nossa vida pureza,
saúde e alegria semelhantes às de Cristo. Isto significa
que nossas diversões e entretenimentos devem corresponder aos
mais altos padrões do gosto e beleza cristãos. Embora
reconheçamos diferenças culturais, nosso vestuário
deve ser simples, modesto e de bom gosto, apropriado àqueles
cuja verdadeira beleza não consiste no adorno exterior, mas no
ornamento imperecível de um espírito manso e tranqüilo.
Significa também que, sendo o nosso corpo o templo do Espírito
Santo, devemos cuidar dele inteligentemente. Junto com adequado exercício
e repouso, devemos adotar a alimentação mais saudável
possível e abster-nos dos alimentos imundos identificados nas
Escrituras. Visto que as bebidas alcoólicas, o fumo e o uso irresponsável
de medicamentos e narcóticos são prejudiciais a nosso
corpo, também devemos abster-nos dessas coisas. Em vez disso,
devemos empenhar-nos em tudo que submeta nossos pensamentos e nosso
corpo à disciplina de Cristo, o qual deseja nossa integridade,
alegria e bem-estar. (Rom. 12:1 e 2; I João 2:6; Efés.
5:1-21; Filip. 4:8; II Cor. 10:5; 6:14-7:1; I Pedro 3:1-4; I Cor. 6:19
e 20; 10:31; Lev. 11:1-47; III João 2.)
22. O Casamento e a Família O
casamento foi divinamente estabelecido no Éden e confirmado por
Jesus como união vitalícia entre um homem e uma mulher,
em amoroso companheirismo. Para o cristão, o compromisso matrimonial
é com Deus bem como com o cônjuge, e só deve ser
assumido entre parceiros que partilham da mesma fé. Mútuo
amor, honra, respeito e responsabilidade constituem a estrutura dessa
relação, a qual deve refletir o amor, a santidade, a intimidade
e a constância da relação entre Cristo e Sua Igreja.
No tocante ao divórcio, Jesus ensinou que a pessoa que se divorcia
do cônjuge, a não ser por causa de relações
sexuais ilícitas, e casa com outro, comete adultério.
Conquanto algumas relações de família fiquem aquém
do ideal, os consortes que se dedicam inteiramente um ao outro, em Cristo,
podem alcançar amorosa unidade por meio da orientação
do Espírito e a instrução da Igreja. Deus abençoa
a família e quer que seus membros ajudem uns aos outros a alcançar
completa maturidade. Os pais devem educar os seus filhos a amar o Senhor
e a obedecer-Lhe. Por seu exemplo e suas palavras, devem ensinar-lhes
que Cristo é um disciplinador amoroso, sempre terno e solícito,
desejando que eles se tornem membros do Seu corpo, a família
de Deus. Crescente intimidade familiar é um dos característicos
da mensagem final do evangelho. (Gên. 2:18-25; Mat. 19:3-9; João
2:1-11; II Cor. 6:14; Efés. 5:21-33; Mat. 5:31 e 32; Mar. 10:11
e 12; Lucas 16:18; I Cor. 7:10 e 11; Êxo. 20:12; Efés.
6:1-4; Deut. 6:5-9; Prov. 22:6; Mal. 4:5 e 6.)
23. O Ministério de Cristo no Santuário Celestial Há
um santuário no Céu, o verdadeiro tabernáculo que
o Senhor erigiu, não o homem. Nele Cristo ministra em nosso favor,
tornando acessíveis aos crentes os benefícios de Seu sacrifício
expiatório oferecido uma vez por todas, na cruz. Ele foi empossado
como nosso grande Sumo Sacerdote e começou Seu ministério
intercessor por ocasião de Sua ascensão. Em 1844, no fim
do período profético dos 2.300 dias, Ele iniciou a segunda
e última etapa de Seu ministério expiatório. É
uma obra de juízo investigativo, a qual faz parte da eliminação
final de todo pecado, prefigurada pela purificação do
antigo santuário hebraico, no Dia da Expiação.
Nesse serviço típico, o santuário era purificado
com o sangue de sacrifícios de animais, mas as coisas celestiais
são purificadas com o perfeito sacrifício do sangue de
Jesus. O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem
dentre os mortos dorme em Cristo, sendo, portanto, nEle, considerado
digno de ter parte na primeira ressurreição. Também
torna manifesto quem, dentre os vivos, permanece em Cristo, guardando
os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, estando, portanto, nEle,
preparado para a trasladação ao Seu reino eterno. Este
julgamento vindica a justiça de Deus em salvar os que crêem
em Jesus. Declara que os que permaneceram leais a Deus receberão
o reino. A terminação desse ministério de Cristo
assinalará o fim do tempo da graça para os seres humanos,
antes do Segundo Advento. (Heb. 8:1-5; 4:14-16; 9:11-28; 10:19-22; 1:3;
2:16 e 17; Dan. 7:9-27; 8:13 e 14; 9:24-27; Núm. 14:34; Ezeq.
4:6; Lev. 16; Apoc. 14:6 e 7; 20:12; 14:12; 22:12.)
24. A Segunda Vinda de Cristo A
segunda vinda de Cristo é a bendita esperança da Igreja,
o grande ponto culminante do evangelho. A vinda do Salvador será
literal, pessoal, visível e universal. Quando Ele voltar, os
justos falecidos serão ressuscitados e, junto com os justos que
estiverem vivos, serão glorificados e levados para o Céu,
mas os ímpios irão morrer. O cumprimento quase completo
da maioria dos aspectos da profecia, bem como a condição
atual do mundo, indica que a vinda de Cristo é iminente. O tempo
exato desse acontecimento não foi revelado, e somos portanto
exortados a estar preparados em todo o tempo. (Tito 2:13; Heb. 9:28;
João 14:1-3; Atos 1:9-11; Mat. 24:14; Apoc. 1:7; Mat. 24:43 e
44; I Tess. 4:13-18; I Cor. 15:51-54; II Tess. 1:7-10; 2:8; Apoc. 14:14-20;
19:11-21; Mat. 24; Mar. 13; Lucas 21; II Tim. 3:1-5; I Tess. 5:1-6.)
25. Morte e Ressurreição O
salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único
que é imortal, concederá vida eterna a Seus remidos. Até
aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas.
Quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar, os justos ressuscitados
e os justos vivos serão glorificados e arrebatados para o encontro
de seu Senhor. A segunda ressurreição, a ressurreição
dos ímpios, ocorrerá mil anos mais tarde. (Rom. 6:23;
I Tim. 6:15 e 16; Ecles. 9:5 e 6; Sal. 146:3 e 4; João 11:11-14;
Col. 3:4; I Cor. 15:51-54; I Tess. 4:13-17; João 5:28 e 29; Apoc.
20:1-10.)
26. O Milênio e o Fim do Pecado O
milênio é o reinado de mil anos, de Cristo com Seus santos,
no Céu, entre a primeira e a segunda ressurreições.
Durante esse tempo serão julgados os ímpios mortos; a
Terra estará completamente desolada, sem habitantes humanos com
vida, mas ocupada por Satanás e seus anjos. No fim desse período,
Cristo com Seus santos e a Cidade Santa descerão do Céu
à Terra. Os ímpios mortos serão então ressuscitados
e, com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas fogo
de Deus os consumirá e purificará a Terra. O Universo
ficará assim eternamente livre do pecado e dos pecadores. (Apoc.
20; I Cor. 6:2 e 3; Jer. 4:23-26; Apoc. 21:1-5; Mal. 4:1; Ezeq. 28:18
e 19.)
27. A Nova Terra Na
Nova Terra, em que habita justiça, Deus proverá um lar
eterno para os remidos e um ambiente perfeito para vida, amor, alegria
e aprendizado eternos, em Sua presença. Pois aqui o próprio
Deus habitará com o Seu povo, e o sofrimento e a morte terão
passado. O grande conflito estará terminado e não mais
existirá pecado. Todas as coisas, animadas e inanimadas, declararão
que Deus é amor; e Ele reinará para todo o sempre. Amém.
(II Pedro 3:13; Isa. 35; 65:17-25; Mat. 5:5; Apoc. 21:1-7; 22:1-5; 11:15.) |
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