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> Bibliografia sobre Minneapolis > Trabalhos e Apresentações Acadêmicas A importância da Assembléia de Minneapolis 1888 na história da IASD É notório a existência de outras importantes datas que poderiam ser adicionadas à essa lista, mas de acordo com 2Patrick (1989, p.11) com exceção ao ano de 1844, nenhum outro evento na história da IASD exerceu maior impacto sobre os seus rumos destinos do que a experiência vivida na 27ª Assembléia da Associação Geral da IASD realizada em Minneapolis, Minnesota no ano de 1888. Não houve outra data que despertou tantos debates e diferentes interpretações como nesta assembléia. Ao avaliar o grau de importância deste evento, 3LeRoy Edwin Froom (1988, p.5) destacou,
Entretanto, despeito do grau de importância que esta assembléia representou para o desenvolvimento da IASD, é válido destacar que foi marcada por diversas aspirações com intenções e ânimos polarizados, os quais promoveram um clima de discussão acirrada. Em face ao desenvolvimento da IASD, e ao momento em que estava vivenciando, sobretudo, quanto à discussão de diversos temas doutrinários, o Pr. George Buttler, então presidente da Associação Geral da IASD, convocou um grupo de pastores para participarem de um Instituto Ministerial que precederia a assembléia geral. Instituto Ministerial e o Espírito de Discórdia em Minneapolis Escrevendo para a 4Review and Herald em agosto de 1888, Buttler descreveu o valor e a importância da realização de uma reunião ministerial, afirmando que: “os irmãos líderes tem sugerido a celebração de um instituto que preceda a Associação Geral do presente ano, e tem apresentado muitas razões poderosas em seu favor.” Na semana seguinte, escrevendo novamente para a Review, Buttler apresentou um vislumbre quanto à realização do encontro:
De fato, o Instituto Ministerial que precedeu a assembléia é tido como a primeira reunião do gênero na organização adventista. Sua abertura deu-se às 14h30 da quarta-feira dia 10 de outubro e encerrou-se no dia 17 de outubro de 1888. O evento ocorreu no porão da recém construída Igreja de Minneapolis e contou com a presença de 100 ministros, tendo o Pr. Stephen N. Haskell como presidente e o Pr. Franklin E. Belden como secretário da sessão.
De acordo com o Pr. William White in (White, 2003, pp.258 e 259)6, em face aos testemunhos quanto ao desenvolvimento da pregação do evangelho, as primeiras horas do Instituto foram marcadas por um senso de espiritualidade contagiante:
No entanto, a despeito do relato descrito pelo Pr. White, tal espírito foi se alterando à medida que certos assuntos passaram a ser apresentados pelos palestrantes do evento. As primeiras nuvens de discórdia começaram a surgir a partir do estudo sobre os dez reinos de Roma conforme de Daniel 7. Até 1888, os adventistas tradicionalmente interpretavam o décimo chifre como sendo os hunos. Nos primeiros dias do Instituto Ministerial, A. T. Jones trouxe uma nova interpretação aos ministros presentes, que colocava os alemanos no lugar do hunos. Tal fato foi encarado pelos pioneiros da IASD como uma traição aos princípios de interpretação do movimento. Mas, de acordo com 7Schwarz e Greenleaf (2000, p.178) “Smith havia estimulado a Jones a estudar estes detalhes com cuidado” [os dez chifres de Daniel 7]. Na ocasião, Smith modestamente assinalou que sua lista dos reinos que havia apresentado em seu livro Thoughts on Daniel não era original dele. Smith admitiu que havia seguido aos intérpretes mileritas e outros autores. Com uma postura militar, Jones respondeu: 7“O pastor Smith lhes diz que não sabe nada acerca deste assunto. Eu sim, o sei; e, não quero que me joguem a culpa pelo que ele não sabe”. Esta resposta foi como o estopim que implodiria o barril pólvora, gerando um espírito combativo. A assembléia seria marcada por várias sessões de pugilismo doutrinário entre dois grupos de ministros, que se polarizaram a favor dos tradicionalistas Smith (56 anos) e Butler (54 anos) ou os inovadores Jones (38 anos) e Waggoner (33 anos). Na visão de Froom 7(1971, p.245), tal assunto era de pouco valor comparado aos grandes temas como a Divindade de Cristo, Justificação pela Fé, Expiação, e a Lei. Mesmo assim, as discussões decorrentes do estudo sobre os dez chifres foram tão intensas, que nos intervalos entre as sessões, um perguntava ao outro: “Você é Huno ou Alemano”? Esta foi uma introdução um tanto inapropriada para aquele evento. Todavia, para muitos que vieram à assembléia esperando contendas, aquilo era apenas o começo de um longo conflito que oscilaria entre divergências ideológicas e caprichos pessoais. A partir de então, certos gracejos com tom de ironia se infiltraram em meio àquela reunião, produzindo grande desconforto entre seus participantes. A presença de Ellen G. White no evento
Sentada e pensativa, ela recordou-se dos votos solenes que havia feito junto à cama de seu esposo; 10votos para vencer o inimigo, de dirigir um apelo constante e fervente aos nossos irmãos, e era chegado o momento de cumpri-los. Sendo assim, em 02 de outubro de 1888, na companhia de sua secretária Sara MacEnterfer e seu filho Willie, embarcaram num trem a fim de viajar rumo a Minneapolis. A viagem durou cerca de 8 dias, mas, o grupo finalmente chegou a tempo para o início do Instituto Ministerial em 10 de outubro de 1888. Logo no início da reunião, Ellen G. White se deparou com um comportamento um tanto estranho entre os participantes, 11“uma atitude que nunca dantes vira entre seus colegas de liderança e ministério”, tal fato foi descrito por ela como o ‘espírito de Minneapolis’. Ao relatar esse fenômeno, George R. Knight descreve a gravidade daquele momento ressaltando algumas características manifestadas pelos participantes, como por exemplo: 12“(a) sarcasmo e zombaria (alguns se referiam a Waggoner como bichinho de estimação dos White); (b) predomínio da crítica; (c) inveja, ruins suspeitas, animosidade e ciúme; (d) sentimentos e atitudes bruscas e duras; (e) estavam intoxicados com o espírito de resistência à voz do Espírito Santo; (f) em síntese, o espírito de Minneapolis foi algo indelicado, descortês e anticristão. É notório destacar que tal espírito se originou a partir de uma carta enviada ao Pr. Buttler por um pastor da Califórnia (William H. Healey) em fins de setembro de 1888. O conteúdo da carta 13“sugeria que os líderes da igreja do Oeste estavam ‘armando um complô’ para modificar a teologia da denominação”. Esta informação soou como uma afronta ao então presidente da Associação Geral, levando-o a tomar algumas providências emergenciais: (a) Reimprimiu o seu livro The Law in the Book of Galatians a fim de distribuir uma cópia para cada delegado da conferência, e (b) Enviou uma grande quantidade de cartas e telegramas alertando aos delegados quanto à possível conspiração e instando-os a permanecerem firmes pelos ideais antigos da denominação. Em pouco tempo a notícia havia se espalhado entre aqueles que tinham convicções arraigadas no pioneirismo e estavam dispostos a defender a causa de Smith e Buttler. Dentre as cartas enviadas por Buttler, vale destacar uma, a (Carta 81, 1º de outubro de 1888) enviada a Ellen White dois meses antes da conferência. Em seu conteúdo de 39 páginas, 14“Buttler acusava White de ser a causa de sua enfermidade, principalmente pela maneira como ela havia aconselhado a Igreja quanto à questão da Lei em Gálatas. Ela não havia condenado a Waggoner por sua posição que estava em conflito direto com aquela defendida por Buttler e Smith”. VídeosVídeos sobre o contexto geral de Minneapolis e também sobre cada um dos principais envolvidos na Assembléia: Ellen G. White, Alonzo T. Jones, Ellet J. Waggoner, George I. Butler e Uriah Smith.
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